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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Adeus, poupanças. Os impactos do BCE nos bolsos dos portugueses

Regulador europeu anunciou o esperado reforço do programa de compra de ativos, mas a reação não foi a esperada. Aposta mais fraca do que o esperado vai provocar ondas de choque em toda a zona euro.



O anúncio de um alargamento do programa de compra do BCE chegou, mas foi recebido com mais frieza do que o esperado pelos mercados. Os investidores ansiavam medidas mais fortes, acabando por mostrar pouca vontade de continuar a dar apoio aos ativos da zona euro. 

Um dia depois, já é possível traçar um cenário para o futuro próximo do espaço da 'moeda única', tendo em conta as medidas anunciadas. A manutenção da política monetária significa uma continuação do contexto atual, agravado pelo aproximar de um aumento das taxas de juro nos Estados Unidos que deverá acontecer antes do final ano. 
Os custos de financiamento historicamente baixos vão manter-se, com a alta liquidez da banca a ser regra. A nova redução da taxa de depósitos torna mais caro para a banca manter dinheiro fora da economia e encoraja a concessão de empréstimos, que deverão continuar com juros mais baixos do que nunca. 
O 'lado negro' surge nas poupanças. Os depósitos a prazo nunca renderam tão pouco, chegando mesmo a valer zero nos prazos mais curtos, e a tendência deverá tornar-se ainda mais grave. As Euribor cada vez mais baixas pesam na hora de investir e a alternativa, segundo o Jornal de Negócios, são as apostas de maior risco como as ações. 
A diferença de política entre os Estados Unidos e a Europa também tem efeitos negativos: a reserva Federal prepara-se para aumentar as taxas de juro antes do final do ano e o impacto nas moedas será inevitável. Apesar de ter registado ontem a melhor sessão dos últimos seis anos, o euro promete começar uma queda que arrisca colocar a 'moeda única' num patamar semelhante ao do dólar, podendo mesmo cair para o mesmo valor da divisa norte-americana já em 2016. 
Com o euro mais fraco, os portugueses e restantes habitantes da zona euro terão de gastar mais dinheiro para comprar os mesmos produtos, o que significa uma perda real de rendimentos e menor capacidade de poupar. As empresas exportadoras terão balanços menos positivos com o exterior e mesmo os bens em queda, como o petróleo, passarão a ser mais 'caros'.
Fonte: NM

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