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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

António e os seus "BFF", por Paulo Portas

A sessão desta quinta-feira na Assembleia da República contou com Paulo Portas a discursar enquanto deputado.



Paulo Portas, líder do CDS-PP, começou a sua intervenção desta quinta-feira no Parlamento a tecer duras críticas à forma como António Costa se tornou primeiro-ministro e a primeira saudação do seu discurso foi dirigida ao novo Executivo.

“Esta é uma saudação dirigida a quem se senta na bancada do Governo onde o povo, quando votou, não vos colocou”, começou, atirando de seguida que António Costa é “o primeiro Chefe de Governo que o é porque perdeu as eleições” e que chega a primeiro-ministro “sem legitimidade política para o ser”.
“Eis uma incómoda certidão de nascimento”, apontou, lembrando que só ainda é primeiro-ministro porque o “Presidente da República está constitucionalmente impedido de voltar a chamar o povo” às urnas.
Bastante crítico, Paulo Portas não deixou cair no esquecimento o facto de o Executivo socialista não ter apresentado uma moção de confiança o que, na sua ótica, é uma decisão de “não desafiar os elementos” que apoiam o novo Governo.
Nesta senda, o ex-vice-primeiro-ministro chamou o PCP, o Bloco de Esquerda e o partido Os Verdes para o debate.
“[António Costa] dirá que venceu a votação e assim acontecerá muitas vezes. É a vida! Levantar-se-ão a seu favor os que o apoiarão. Ficam escolhidos os seus BFF – Best Friends Forever (melhores amigos para sempre, em português). Catarina, a BFF de António. António, o BFF de Jerónimo. Jerónimo, o BFF de Heloísa”, afirmou naquela que foi a declaração que mais agitou o Parlamento.
Antes de concluir este assunto das amizades, Paulo Portas dirigiu-se ao primeiro-ministro: “Com eles escolheu governar. Neles se apoiará. Neles poderá tropeçar. Dependendo deles ficará ou cairá”.
“É a vida!”, rematou.
Durante a sua intervenção, o ex-vice-primeiro-ministro disse ainda que a António Costa "não lhe bastou com ser leal, influente e até determinante chefe da uma oposição à maioria relativa. Proclama euforicamente dispor de uma maioria parlamentar e todos sabemos que assim é apenas e enquanto o Politburo do Partido Comunista entender que deve ser e até quando entender que deve ser".
"O BE já está na lapela do doutor António Costa. É a vontade do Partido Comunista que decidirá o destino do Governo de Portugal", declarou.
Fonte: NM

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