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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Aposentação-relâmpago deixa lugar vazio no Governo

Situação que envolve Jorge Miguéis está a gerar polémica.



Alto dirigente do Estado, Jorge Miguéis, trabalhou durante 41 anos na Administração Eleitoral do Ministério da Administração Interna, tendo tido a seu cargo a organização de 66 processos eleitorais. Atualmente ocupava o cargo de diretor-geral da Secretaria-geral da Administração Interna.

Em setembro pediu a reforma, pois em outubro completava 66 anos. Fontes próximas do ex-dirigente do MAI contaram ao Diário de Notícias que no dia do seu aniversário Jorge Miguéis recebeu uma carta da Caixa Geral de Aposentações a dar conta da finalização do seu processo de pedido de reforma e do valor que iria receber de pensão.
Ora, explica o DN, esta rapidez na aprovação apanhou Jorge Miguéis de surpresa, pois este é um processo que costuma demorar seis a sete meses. Tendo em conta esta informação, o perito eleitoral informou a tutela de que seria ele a organizar as eleições presidenciais.
Mas a chegada da carta deitou por terra as pretensões de Jorge Miguéis que, ao questionar o seu superior hierárquico, este apenas o “mandou para casa sem apelo nem agravo”, tal como explicou ao DN fonte próxima do agora pensionista.
À rapidez com que a sua reforma foi processada soma-se ainda o facto de o secretário-geral do PSD, Matos Rosa, ter pedido a demissão de Jorge Miguéis durante o programa ‘Sexta às 10’ emitido na RTP exatamente uma semana antes da aprovação do pedido de reforma.
A exigência da demissão do perito eleitoral prendeu-se com os incidentes que ocorreram durante as últimas eleições legislativas. O DN sabe que o próprio responsável pediu demissão à então ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, mas que a mesma não aceitou o pedido.
Agora, a ministra Constança Urbano de Sousa tem um cargo vazio na sua tutela que tem de ser preenchido com celeridade, uma vez que falta pouco mais de um mês para a realização das eleições presidenciais.
Fonte: NM

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