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sábado, 12 de dezembro de 2015

"No dia em que o Governo precisar do PSD, Costa deve demitir-se"

Passos Coelho falou ao Público naquela que é a sua primeira longa entrevista desde que deixou de ser primeiro-ministro.



"No dia em que o atual Governo precisar de forma essencial do apoio do PSD para poder governar, então nesse dia António Costa deve reconhecer que conduziu o país ao embuste" e, consequentemente, "deve demitir-se e pedir a convocação de eleições, porque a função de quem ganha as eleições não é apoiar quem perde".

Para Passos Coelho, o PS "recusou-se a colaborar e a apoiar os partidos que ganharam as eleições". Ao invés, "coligou-se no Parlamento com a extrema-esquerda e esquerda-radical", o que, na sua perspetiva, significa que "é aí que deve procurar apoio para o seu Governo", afirma em entrevista ao Público.
O presidente do PSD diz ainda que "seria uma perversão completa" que o PS de António Costa, tendo em conta os resultados das eleições, em que a coligação de Direita foi a mais votada, "reclamasse de quem as ganhou que o apoiasse".
As palavras são duras mas, ainda assim, nesta que é a sua primeira longa entrevista desde que passou para a Oposição, Passos Coelho evita repetir o argumento da "falta de legitimidade" na formação do Governo socialista. E diz mesmo que o PSD não vai votar contra tudo o que chegar do Executivo ao Parlamento. "Não faria nenhum sentido".
Questionado sobre se não terá sido o próprio discurso e a postura que assumiu como líder do Executivo, entre 2011 e 2015, a afastar o PS, Passos Coelho afasta essa perspetiva, defendendo mesmo que uma das marcas do seu governo foi a procura de "cirar condições para encontrar consensos".
"Não vale a pena estar a atribuir culpas ao PSD pelo facto de o PS ter optado por fazer um encontro teoricamente inverosímel com o PCP e o Bloco", afirma.
Fonte: NM

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