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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Portugal "tem hoje uma economia muito mais transparente"

O cumprimento do défice foi o tema de análise np frente-a-frente entre Duarte Marques e Helena Roseta.



Na antena da SIC Notícias, Helena Roseta e Duarte Marques discutiram os dados divulgados pela UTAO, do qual se destacou o facto de o anterior Executivo ter gastado 30% da almofada financeira num mês.

Lembrando que um dos objetivos ‘prometidos’ pelo Governo de Passos “não era de 3% mas sim de 2,7%”, Helena Roseta lembra que “há problemas mais graves a discutir” do que o cumprimento do défice, não deixando este de ser um tema quente porque se a meta dos 3% for cumprida, “podemos finalmente sair do procedimento do défice excessivo”.
Duarte Marques, por seu lado, responde com a salvaguarda que “quando se faz um orçamento que é por sua natureza curto, deixa-se este tipo de verbas para que no final do ano seja necessário acorrer a despesas suplementares”. No entanto, o social-democrata sublinha a importância de Portugal ter “hoje uma economia muito mais transparente”.
“Hoje em dia já não vai ser possível chegarmos ao final do ano e o Governo dizer que tem um défice de 4% e ele ser de 11%, porque a transparência e o reforço que houve do ponto de vista institucional permite que mais gente possa auditar as contas do Estado, e portanto não há surpresas”, explicou.
Para Helena Roseta, esse argumento quase ‘cai por terra’ pelo facto de Passos e Portas terem feito do cumprimento do défice “a sacro-santa-questão” da campanha eleitoral “com a historia que as pessoas iam recuperar dinheiro dos impostos porque a arrecadação estava a ser superior ao que era previsto (sobretaxa), e afinal isso não era verdade”.
Ainda assim, a arquitecta reiterou a tomada de outras decisões mais importantes hoje no Parlamento. “O governo hoje decidiu que, daqui para a frente, só aprova leis se vierem logo juntas com os regulamentos e entra logo tudo em vigor ao mesmo tempo. É algo que vai poupar dinheiro a muita gente”, justificou, acrescentando ainda um outro exemplo: “as leis que tiverem impacto na vida das empresas, ou entram a 1 de janeiro ou a 1 de julho – isto é fundamental para quem gere uma empresa para saber com aquilo que pode contar”.
Duarte Marques respondeu ao tentar ‘puxar’ a conversa novamente para o cumprimento do défice, dizendo que “quem ler o relatório da UTAO diz claramente que este défice é atingível”. Ainda assim, sublinhou “o que é preciso garantir é que não se estraga o caminho que este comboio tem estado a fazer”.
Fonte: NM

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