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domingo, 13 de dezembro de 2015

Próxima governação será um "equilíbrio de chantagens e ameaças"

António Barreto antevê uma governação que em nada será fácil para António Costa.



No artigo de opinião que assina na edição de hoje do Diário de Notícias, António Barreto faz uma antevisão daquilo que será a governação de António Costa, que considera muito dependente de partidos que não partilham os mesmos ideais políticos.

“Governar em minoria não é fácil. Com apoio de dois partidos no Parlamento, mas fora do governo, é muito difícil. Obter esse apoio de duas maneiras diferentes, uma com rol de compras e outra com listas de intenções, é penoso. Para tudo, vai ser necessário percorrer o caminho das pedras e atravessar o labirinto das negociações”, começa por analisar.
No seguimento do pensamento, o ex-ministro da cultura lembra que PS, Bloco e PCP acordaram em discutir, todas as semanas, as medidas governativas, nas quais estão incluídas ideias para o combate ao défice, estratégias e a elaboração do Orçamento de Estado. A unanimidade em todos estes temas, diz, não será alcançada facilmente.
“Temos um quadro aproximado do que será governar Portugal nos próximos tempos, em que tudo tem de ser negociado várias vezes, confirmado depois, revisto e avaliado a seguir, logo retificado, até se encontrar um equilíbrio feito de cedências e chantagens, ameaças e entendimentos, tudo isto antes de as coisas chegarem aos locais apropriados”, considera.
Fonte: NM

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