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sábado, 23 de janeiro de 2016

Alunos e professores de 'escolas solidárias' melhoraram a vida de 60 mil pessoas

Mais de 19 mil alunos e professores investiram, no ano letivo passado, um milhão de horas a desenvolver projetos de solidariedade que melhoraram a vida de 60 mil pessoas, no âmbito do projeto Escolas Solidárias Fundação EDP.

O projeto nasceu há seis anos com o nome 'Energia com vida', no Grande Porto, promovido por "uns visionários de uma pequena empresa do Porto que foram pedir apoio à EDP Gás", contou hoje à agência Lusa a porta-voz da iniciativa e Diretora de Inovação Social da Fundação EDP, Margarida Pinto Correia,
Tendo observado "uma boa prática que já tinha uma avaliação de impacto testada e era muito eficaz", a Fundação EDP decidiu tornar o projeto nacional no ano letivo 2014/2015, com o nome Escolas Solidárias.
Nesse ano, 314 escolas inscreveram-se no programa, que envolveu 18.400 alunos, 738 professores e 798 instituições sociais.
Nos primeiros cinco anos do projeto, foram apoiados mais de 730 projetos, desenvolvidos por mais de 30 mil alunos de 430 escolas, que investiram mais de dois milhões de horas a melhorar as condições de vida de 128 mil pessoas das suas comunidades.
O Escolas Solidárias é um movimento de cidadania ativa que incentiva alunos, do segundo ciclo ao ensino secundário a envolverem-se ativamente na resolução das questões sociais que afetam a sua comunidade.
"O que queremos é que e os alunos aprendam a diagnosticar a comunidade, saiam para a rua, percebem o que está mal, qual o vazio por preencher, o que não está a funcionar e que voltem para a escola com dados e consigam construir um projeto", disse a porta-voz da iniciativa.
A intenção é estimular os jovens a observar o que se passa à sua volta e perceberem onde podem fazer a diferença.
"A abrangência dos projetos é total, eles podem fazer o que entenderem que é mais útil e isto revelou o ano passado um número de 361 projetos de 314 escolas", salientou.
Contou que no passado ano letivo houve escolas em que os alunos se mobilizaram para ajudar um colega e outras que se organizaram para apoiar uma escola em Timor-Leste e duas escolas na ilha do Fogo, em Cabo Verde.
Houve ainda dois projetos em que os alunos se mobilizaram para promover a empregabilidade dos pais, trazendo as empresas da região à escola e fazendo 'workshop', e conseguiram criar postos de emprego.
As escolas podem submeter os seus projetos para avaliação até ao fim de abril. Qualquer escola pode inscrever-se mesmo sem projeto.
"Inscreve-se para começar a ser ajudada a construir um projeto", disse Margarida Pinto Correia, adiantando que projetos serão avaliados por um júri em maio e a 02 de junho serão anunciados os projetos selecionados.
Criado para responder aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o programa pretende contribuir para erradicar a pobreza e a fome e promover a sustentabilidade económica.

"Garantir mais educação, melhor saúde", "cuidar das comunidades mais vulneráveis, "promover a inclusão de todo o ser humano", "fomentar a sustentabilidade ambiental" e "apoiar o desenvolvimento humano noutras regiões do mundo" são outros desafios a que o projeto quer dar resposta.
Fonte: NM

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