Total de visualizações de página

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

António Costa "anda a comprar, a comprar o eleitorado"

O empresário Alexandre Soares dos Santos diz que Governo está a tomar medidas meramente eleitoralistas e defende a atribuição de mais poderes ao Presidente da República agora eleito.

Alexandre Soares dos Santos acusou António Costa de estar a tomar medidas “demagógicas” que só têm como objetivo captar votos para as próximas eleições legislativas.
“O horizonte do senhor primeiro-ministro são as próximas eleições […] quando anda a reduzir as horas extraordinárias, horas de trabalho, o custo de uma consulta no hospital, o que é que o tipo anda a fazer? A comprar, a comprar o eleitorado”, disse no programa ‘Negócios da Semana’ da SIC Notícias.
O ex-presidente executivo do grupo Jerónimo Martins condenou ainda a “incompetência e o desleixo” que diz estarem na origem do défice e da dívida e decisões que considera serem “tomadas em cima do joelho”.
“A austeridade ainda não acabou”, aponta. E quando não se tem dinheiro, se tem dívidas, antes de se lançar no desenvolvimento tem de ter as finanças em ordem”.
Soares dos Santos acredita que haverá eleições antecipadas no final deste ano e que as medidas que estão a ser tomadas pelo novo Governo não têm em vista o longo prazo.
“Os governantes pensam apenas neles nos partidos que o elegeram, e no período de tempo que vão estar em funções que não supera os quatro anos”. Já o Presidente da República “tem de ter uma visão a dez anos porque vai lá estar dez anos”.
Nesse sentido, deveria caber ao chefe de Estado “que é a única entidade eleita por voto direto”, decidir concretamente o rumo do país, defende.
E Marcelo Rebelo de Sousa é a pessoa indicada para o fazer. Nas áreas que não são da sua especialidade, “tem os seus assessores”
“Esperaria que um homem com a inteligência, cultura e conhecimento do mundo que o professor Marcelo tem convoque os partidos todos representados na Assembleia da República e os sente a todos para decidir o que se vai fazer no país”.
Questionado sobre se essa iniciativa não poria em causa o princípio do regime semi-presidencialista, o empresário defende que se reveja a Constituição para mudar esse regime.
Fonte: NM


Nenhum comentário: