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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Governo não recua e greve geral de amanhã mantém-se

O Governo não cede na data de entrada em vigor das 35 horas na administração pública.

A greve geral marcada para amanhã é para manter, confirmou Ana Avoila aos jornalistas à saída da reunião de quase duas horas com a secretária de Estado que tutela a administração pública.
O segundo encontro no Ministério das Finanças para defender a reposição imediata dos salários e pensões e do horário de 35 horas semanais terá sido inconclusivo.
"Vínhamos com a expetativa de, face às dificuldades dos últimos quatro anos, que o Governo fizesse um esforço para dar um sinal que havia qualquer coisa para dar aos trabalhadores [...] mas relativamente aos aumentos de salários, não vai haver aumentos", disse a coordenadora da Frente Comum.
"O que temos pela frente é um OE2016 que não vai ter dinheiro para aumentos salariais quando estamos desde 2009 sem aumentos de salários, e desde 2005 sem aumento do subsídio de refeição", que também não vai ter qualquer aumento, assinalou Ana Avoila.
A Frente Comum pretendia um aumento salarial de 4%, ou seja, de 50 euros por cada trabalhador.
Em cima da mesa deste encontro estiveram ainda a requalificação, tendo o Governo dado nesta matéria "uma resposta positiva", uma vez que há trabalhadores em requalificação que poderão vir a perder rendimentos e até o vínculo à função pública caso não sejam reintegrados.
A estrutura sindical propôs ainda à tutela a reversão do aumento de 2% da ADSE, aplicada pelo anterior executivo, tendo a tutela ficado de dar uma resposta a este propósito.
Mantém-se assim a greve da administração central convocada pela Federação Nacional da Função Pública filiada na CGTP, para esta sexta-feira.
A reposição das 35 horas ainda está a ser discutida pelos deputados, tendo o ministro Mário Centeno admitido que aconteça só em julho, a que se acrescentam mais 90 dias para a regulamentação da lei, calendário que choca o defendido pela Frente Comum.

Governo e sindicatos voltam a reunir-se a 11 de fevereiro para discutir as carreiras na função pública.
Fonte: NM

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