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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Stephen Hawking quer energizar a terra com mini buracos negros

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Existem várias formas, práticas e teóricas, de gerar energia, você pode coletar a energia que o sol emite, você pode colidir hidrogênio e produzir hélio, coletando a energia que sobra, você pode coletar a energia que sobra quando o urânio decai, e por aí vai. O físico Stephen Hawking, em uma aula na BBC, dia 2 de fevereiro, sugeriu mais uma forma, usar mini buracos negros.
Originalmente, os cientistas acreditavam que os buracos negros eram regiões com matéria tão densa que nada escapava delas, nem mesmo a luz. Em 1974, Stephen Hawking resolveu estudar o comportamento quântico em torno do buraco negro e, para seu espanto, chegou à conclusão que os buracos negros emitiam radiação.
O resultado teórico foi confirmado por outros cientistas, usando outras abordagens, e hoje esta radiação é chamada de Radiação Hawking. A quantidade de radiação Hawking emitida depende do tamanho do buraco negro, buracos maiores emitem menos radiação, enquanto os mini buracos negros emitiriam bastante desta radiação.
Segundo Hawking, “um buraco negro com a massa equivalente a uma montanha emitiria raios-X e raios gama a uma taxa de cerca de 10 milhões de megawatts, o suficiente para atender a demanda de energia do planeta. Mas não será fácil, entretanto, coletar a energia de um mini buraco negro. Não dá para manter ele em uma estação geradora, por que ele irá cair pelo chão e terminará no centro da Terra.”
Mas este não é o único problema prático, ninguém até hoje encontrou qualquer evidência destes mini buracos negros, e há boas razões para duvidar da existência deles. Pela teoria, estes mini buracos negros teriam se formado bem cedo na história do Universo, quando a matéria estava na forma de uma nuvem densa de plasma. A densidade nesta nuvem não seria uniforme, e em alguns pontos ela chegaria a valores tão altos que formaria os tais mini buracos negros.
Só que para isto acontecer, a flutuação de densidade do plasma tem que ser tão grande, que a quantidade de buracos negros produzidos teria que ser muito maior do que a quantia presente.
Se for este o caso, então estes buracos negros devem estar no espaço, vagando por aí. Para usá-los como fonte de energia, é preciso encontrar um deles e rebocar ele para próximo da Terra. Colocá-lo em órbita da Terra não deve ser problema, mas encontrar e rebocar sim.
Segundo Sabine Hossenfelder, uma física do Nordic Institute for Theoretical Physics (Instituto Nórdico para Física Teórica, em tradução livre), encontrar e chegar nestes buracos negros pode levar dezenas ou centenas de milhares de anos. Como um buraco negro não tem superfície, não há como “agarrar” um deles, eles tem que ser rebocados gravitacionalmente: você coloca uma massa enorme próximo deles e, quando eles se deslocam em direção da massa, você afasta a mesma.
Coletar a energia e proteger a humanidade da radiação emitida pelo mini buraco negro deve dar algum trabalho, mas é a parte mais fácil, considerando as outras tarefas.
Uma outra opção é fabricar os mini buracos negros aqui na Terra, mesmo. Segundo Hawking, “podemos criar micro buracos negros nas dimensões extras do espaço-tempo.” Só que estas dimensões extra podem ou não existir. O LHC até agora não encontrou nenhum sinal delas.
E mesmo que existam estas dimensões extras, isto não significa que um mini buraco negro feito em colisores de partículas, como o LHC, possam ser usados para produzir energia. O problema, neste caso, é a duração deles, 10^-23 segundos.
Fonte: hypescience

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