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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Esta nova onda de cirurgias plásticas é possivelmente a mais ridícula que você já ouviu até o momento


Todos nós temos algo que não gostamos em nossos corpos, mas o último alvo da ditadura da estética parece ser o umbigo.
Aparentemente, esse tipo de cirurgia opcional tem se tornado mais popular a cada dia que passa.
Já em 2016, a CBS News informou sobre o fenômeno, com o presidente da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos e chefe de cirurgia plástica da Universidade de Chicago David H. Song dizendo ao portal de notícias que “uma grande quantidade de cirurgias de umbigo” estavam ocorrendo.

Por quê?

Essa é apenas uma das inúmeras opções cirurgias estéticas que, naturalmente, são desnecessariamente médicas, mas escolhidas por indivíduos a fim de alterar sua aparência.
Esse tipo de operação é chamado de onfaloplastia. Segundo o jornal O Globo, quem mais procura esse tipo de intervenção são pacientes que têm excesso de pele no abdômen, o que cria o que é chamado de “umbigo triste”. Pessoas que possuem hérnia umbilical (o umbigo “para fora”) também podem optar por “afundá-lo” cirurgicamente.
Parece que o procedimento é mais popular entre as mulheres e no verão, quando o umbigo fica mais à mostra. Outras operações mais específicas ou que remodelam mais partes do abdômen estão disponíveis, se você tiver milhares de reais para financiá-las, é claro.

O perigo das mídias sociais

Não importa o que qualquer pessoa pense sobre cirurgias estéticas, é um direito de cada um passar por elas. E há, realmente, um lado muito positivo desse tipo de operação – as pessoas ganham confiança e autoestima, o que torna sua vida melhor de várias formas. Pessoas que perderam muito peso rapidamente e estão com excesso de pele no umbigo, por exemplo, podem se sentir mais realizadas após essa cirurgia.
Vale mencionar, contudo, que o aumento do uso das mídias sociais, particularmente o Instagram e o Snapchat, tem se revelado um fator chave de impulso das cirurgias estéticas nos últimos anos.
Dados do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) revelaram que meninas e mulheres estão passando por uma crise em sua saúde mental ligada – entre outras coisas – às ansiedades e pressões corporais criadas pelas mídias sociais. Taxas de estresse e depressão também estão aumentando drasticamente.
É um fenômeno complexo, mas, às vezes, as tendências narcisistas das redes sociais, juntamente com as normas e expectativas da sociedade, redefinem como as aparências são priorizadas e percebidas.
A questão da cirurgia do umbigo pode muito bem ser reflexo desse fenômeno. Enquanto algumas pessoas podem, sozinhas, se sentir desconfortáveis com seu umbigo como com qualquer outra parte de seu corpo, pode ser que a pressão para atender determinado padrão de beleza exposto pela mídia seja o motor impulsionador do aumento de operações desse tipo.
Fonte: MADI/hypescience

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