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quarta-feira, 7 de março de 2018

Estilo de vida altera forma como cérebro armazena informações


Memória de trabalho

Depois de mapear os cérebros de mais de 800 pessoas, cientistas encontraram uma associação positiva entre a forma como nos comportamos e a forma como nossa memória de trabalho desempenha suas funções.
Isto significa que as escolhas de estilo de vida que fazemos afetam a forma como nosso cérebro armazena as informações.
Memória de trabalho é a capacidade de armazenar, atualizar e manipular informações relevantes para um objetivo específico. É um conceito central no estudo da neurociência cognitiva, uma vez que trata dos mecanismos de manutenção ativa da informação e do controle cognitivo que dá sustentação a uma grande gama de comportamentos complexos.
É a memória de trabalho que sustenta outras habilidades cognitivas de ordem superior, como a inteligência fluida – a capacidade de raciocinar e resolver novos problemas, independentemente de conhecimentos prévios – aprendizagem, resolução de problemas e tomada de decisões, bem como operações mentais de ordem inferior.

Memória e estilo de vida

Para chegar às suas conclusões, o consórcio de pesquisadores dos EUA e da Europa monitorou a atividade cerebral de mais de 800 voluntários enquanto eles realizavam uma tarefa específica, o que permitiu criar um mapa cerebral da memória de trabalho em funcionamento. Um método estatístico conhecido como “correlação canônica esparsa” permitiu explorar as relações entre esse mapa e 116 medidas de habilidade cognitiva, saúde física e mental, personalidade e opções de estilo de vida.
“A inteligência fluida teve a correlação positiva mais forte com as neuroimagens fenótipos da função de memória de trabalho,” escreveram Dominik Andreas Moser e seus colegas em um artigo publicado na revista Nature Molecular Psychiatry.
Esta descoberta melhora a compreensão da forma como a inteligência fluida e a memória funcional interagem. Mesmo quando várias outras variáveis são levadas em consideração, a inteligência fluida permanece fortemente correlacionada com a integridade funcional da rede de memória funcional, sugerindo que essas duas construções cognitivas são suportadas por mecanismos neurais comuns.
Os pesquisadores também identificaram associações positivas entre a memória funcional e uma maior resistência física e melhor função cognitiva. Por outro lado, eles observaram uma associação inversa da memória funcional com fatores menos desejáveis, como um alto índice de massa corporal, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

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