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segunda-feira, 16 de abril de 2018

"Conhecer os devedores da CGD e do Novo Banco é o mínimo que nos devem"

No habitual espaço de comentário na SIC, Miguel Sousa Tavares mostrou que partilha da opinião de Rui Rio, nomeadamente em relação à divulgação da lista de devedores da Caixa Geral de Depósitos

"Conhecer os devedores da CGD e do Novo Banco é o mínimo que nos devem"
No encerramento do congresso da JSD, o líder social-democrata aproveitou a oportunidade para lamentar, entre outros aspetos, a falta de ambição do programa de estabilidade. Rui Rio mostrou igualmente ser partidário da opinião de Mário Centeno, que defende a necessidade de Portugal continuar a diminuir o défice, porém considera pouco ambiciosa a previsão de descida de 1,1% para 0,7%. Para lá disso, o ex-autarca do Porto dirigiu farpas ao Governo, que preferiu aplicar 8 mil milhões de euros no apoio à banca do que gastar 300 milhões para atualizar os salários da função pública.

No entendimento de Miguel Sousa Tavares, face aos temas colocados em cima da mesa pelo líder partidário, “finalmente Rui Rio começou a falar e em temas com os quais estou completamente de acordo”.
Aliás, “falou de uma desejável diferença fiscal bem marcada para o interior do país que é algo que eu defendo há muito tempo”.
O jornalista, num habitual espaço de debate na televisão de Carnaxide, destacou ainda o tema que Rui Rio ‘repescou’, “e que já vinha do tempo de Passos Coelho”, designadamente sobre a lista de devedores à Caixa Geral de Depósitos (CGD) que deveria ser conhecida.
Para Sousa Tavares, “conhecer os devedores da CGD e do Novo Banco, cujos débitos nós contribuintes vamos ter de pagar, é o mínimo que nos devem”.
Todavia, os “parceiros de Esquerda do Governo, que sempre foram tão críticos da negociata da banca, não se mostraram nada entusiasmados porque se trata do banco público", vincou o comentador, acrescentando ainda:
"Sabemos que os 4 mil milhões que o Estado teve de lá pôr se devem a políticas de gestão de favorecimento de compadrio. E que isto tenha acontecido no banco público é escandaloso. E aconteceu em tempos de euforia criminosa que ocorreram na banca pública e privada, em que houve uma espécie de falta de escrutínio épico de toda a gente. Ninguém se perguntava como as fortunas se faziam e as dívidas se acumulavam. Acho que o mínimo que é devido a quem vai pagar a conta é dizer quem são os devedores e quem são os senhores que autorizaram esses créditos”. Fonte: MADI/NM

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